| Reforma Política: movimentos sociais apresentam proposta. |
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| Ter, 03 de Maio de 2011 23:55 |
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Evento realizado em 30 de março, em Brasília (DF) marcou a apresentação ao parlamento da Proposta de Iniciativa Popular para a Reforma Política e os lançamentos do site e do programa de rádio da Plataforma da Reforma do Sistema Político. A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político Brasileiro se reuniu em Brasília (DF) com deputados federais e senadores da República para apresentar o texto do projeto de lei de iniciativa popular sobre a reforma política. Durante o evento, também foi lançada a série de programas de rádio que será veiculada em mais de 1.500 emissoras de todo o País nos próximos meses. José Antonio Moroni, membro do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), e Osíris de Almeida, do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE), apresentaram aos parlamentares o documento de nove páginas fundamentado em quatro grandes eixos: fortalecimento da democracia direta; democratização e fortalecimento dos partidos políticos; reforma do sistema eleitoral; e controle social do processo eleitoral.
Reação do parlamento O deputado Alessandro Lucciola Molon (PT-RJ) também reconhece a importância da iniciativa popular. "Sozinho você não pode fazer muita coisa, mas, em grupo, e com a mobilização das pessoas, se pode fazer muito". Ele ressalta, ainda, a importância de o movimento esclarecer para a sociedade a importância do fortalecimento dos partidos e do financiamento público de campanha. "É preciso mostrar ao cidadão que ele não vai gastar mais com as campanhas. Pelo contrário, vai gastar menos". Já Ivan Valente (PSOL-SP) acredita que o sucesso do Ficha Limpa foi só a ponta do iceberg. "Agora vamos fundo nas questões que precisamos resolver para melhorar a política brasileira, como acabar com o financiamento de empresas para as campanhas e cadeia para quem aceitar". Apoios estratégicos Para Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo, a reforma só sai, e só vale a pena que saia, se for com a participação popular. De acordo com ele, o sistema atual tem grandes distorções inaceitáveis, como o fato de as mulheres, apesar de serem maioria no País, ocuparem menos de 10% da representação política. O texto apresentado está aberto para consulta pública. Depois, será finalizado e transformado em projeto de lei de iniciativa popular. A íntegra está disponível no site da Plataforma e as sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Vale lembrar que a conclusão do texto é apenas uma das etapas do processo. Para que o projeto de lei seja aceito no Congresso Nacional será necessário recolher mais de 1,5 milhão de assinaturas de cidadãos e cidadãs de todo o País. A mobilização está só começando. Participe!
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Entre as propostas apresentadas está a simplificação do processo de participação popular. Isto se daria, por exemplo, com a aceitação de qualquer documento de identificação como comprovante para assinatura de adesão. "A idéia é que as pessoas tenham acesso a estes instrumentos de democracia. Ninguém anda com o título de eleitor na carteira", esclareceu Almeida. E completou: "Queremos a contribuição de todos para que possamos apresentar ao Congresso Nacional um documento que realmente transmita a vontade da população".