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Campinas, uma metrópole do interior paulista com mais de um milhão de habitantes, vive mais uma vez uma história de muita tristeza e indignação. Em 2001, elegeu um prefeito - Antonio da Costa Santos - que de forma contundente não negociou com o alto poderio econômico da cidade, resultado: ASSASSINADO, oito meses depois de assumir a prefeitura.
Agora a cidade é novamente alvo da mídia em território nacional, pelos escândalos de corrupção e nepotismo instalados na administração pública desde 2005, primeiro mandato do atual prefeito - Hélio de Oliveira Santos - e segue até seu segundo mandato atual.
O Ministério Público investiga desvios de enorme quantia de dinheiro público, pagamento de propinas, tráfico de influências, onde, possivelmente, está envolvido o alto escalão do governo. A realidade indica uma verdadeira quadrilha que vem saqueando os cofres públicos do município e com fortes indícios de que a principal líder é a primeira dama e chefe de gabinete do prefeito entre outros secretários municipais, diretores e empresários.
Esta situação nos leva a uma maior indignação quando nos deparamos com as políticas públicas da cidade (assistência social, saúde, educação, cultura, esportes e lazer) que sofrem com o processo de sucateamento e terceirização o que acarreta precariedade dos serviços, ausência de concurso público, impondo aos poucos trabalhadores/as concursados/as condições inadequadas e adversas de trabalho e à população serviços insuficientes.
A nossa árdua luta na consolidação das políticas públicas enquanto dever do Estado e direito dos trabalhadores, confronta-se com um cenário inóspito da atual gestão municipal demonstrando indiferença para o que significa a conquista histórica dos direitos sociais para o povo brasileiro.
Por isso, queremos que nossas vozes somem-se a milhares de outras e numa grande polifonia exigir que essas denúncias sejam rigorosamente investigadas e as medidas de punição, exemplarmente, aplicadas.
Somos trabalhadores/as comprometidos/as com as políticas públicas de qualidade e em face da atual conjuntura política que não apresenta nenhuma legitimidade na condução da cidade, nos juntamos ao conjunto da sociedade campineira para construirmos outra história, a história da transformação desse “estado de coisas”, livre da corrupção.
Sendo assim, conclamamos para que o legislativo municipal cumpra com ética e competência política o seu papel na Comissão Processante e que o Ministério Público e o Judiciário ofereçam à sociedade aquilo que mais nos é caro: JUSTIÇA! |